música clássica

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CINEMA, MÚSICA, PINTURA

Este Blog é produzido e dirigido por:



Denison Souza, arte-educador, escritor free lancer;

meu trabalho já foi publicado no Jornal do Recôncavo e Correio da Bahia

domingo, 18 de junho de 2017

Thomas Adès



Thomas Adès, compositor vivo, erudito, grande nome na Inglaterra

Os contemporâneos

Rodion Shchedrin, principalmente seus concertos; o surpreendente Pascal Dusapin;
Kaija Saariaho; Jean Barraqué; Sylvano Bussotti; Iannis Xenakis; Lutoslawski; Ligeti; Stockhausen; Christian Wolff; tenho voltado a ouvir os quartetos de Schonberg; os estudos para piano de Wilhelm Killmayer; os quartetos de Maurice Kagel; Luigi Nono; Boris Blacher; Luciano Berio; Henze; Edison Denisov; como sempre Penderecki e Maxwell Davies, sempre; Ginastera; François Bayle; Zimmermann; descobri recente Suzanne Giraud e Karl Amadeus Hartmann;
Ouvindo muito, muito mesmo Wolfgang Rihm e Aribert Reimann; George Enescu e Vareze; as obras para piano de Andre Boucorechliev; Martinu, como sempre; descobri recentemente Morton Feldman e Garzyna Bacewicz; Ouvindo muito Erkki Sven Tuur, muito mesmo e Thomas Adès, um gênio jovem; descobri o professor de Schoenberg, o grande Zemlinsky, e me apaixonei por sua obra como um todo; ouvindo como sempre Finzi e Schnittke; de Messiaen, descobri seu quatre études de rythme...Mode de valeurs et d intensités, escute...escute mesmo. 

sábado, 13 de maio de 2017

Fase contemporânea

Por influência de meu amigo Bernardo Nunes, estou ouvindo muita gente viva ou que morreu recentemente: Tippett, Maxwell Davies, Penderecki, Ginastera, Schnittke, Enescu, Thomas Adès, Frank Bridge, Ligeti, Lutolawski, Szimanowski, Martinu, Taneyev, Pfitzner, etc. 

domingo, 11 de setembro de 2016

Mozart


Junto com Beethoven, Mozart foi o maior gênio da historia da musica em todos os tempos, porque, como Beethoven, explorou varios generos e escreveu obras-primas em mais de cinco gêneros diferentes.

Por que Mozart é tão execrado pelos fãs de Beethoven?
A graça e a virtuosidade de um estilo ágil, elegante e requintado impediram os ouvintes superficiais, e que projetam precisamente essa superficialidade sobre o seu objeto de reflexão e apreciação (a belissima música de Mozart), de verem que a elegância era aqui o véu do pudor, o requinte, uma astúcia da sensibilidade, o ser maleável.
As sutilezas de entrelaçamentos poéticos dissimularam a profundidade da meditação que se inscrevia exatamente através do jogo de entrelaçar-se. Esse tipo de visão superficial é também lançada, de forma injusta, sobre diretores peculiares, como, por exemplo, Federico Fellini ou Max Ophuls.

Mozart compôs mais de duzentas obras de câmara (eu disse DUZENTAS!!!). Cem são composiÇões substanciais (quintetos, quartetos, sonatas, etc). Só isso já é, por si, extraordinário. 
Mais de 40 obras de cámara entre essas é da mais alta qualidade. 
Destaco aqui: quarteto para oboé, quinteto para clarineta, seus quartetos para cordas nada alegres e seus quintetos para cordas. A maior música de câmara de Mozart e mais sublimes de todas as suas composições são o Divertimento K563 e os seus Quintetos para cordas.

O segredo desses quintetos é que Mozart escrevia a parte da viola para ele tocar. Ele escreveu para ele essas obras. Ele criou uma linguagem interna bem prolixa.

Quanto as sonatas para piano, Mozart escreveu pelo menos unas 5 obras primas dentare as 17 obras.

O mesmo ocorre com os concertos de Mozart. Os concertos para piano são os melhores. Os últimos dez concertos são uma obra prima. os de numero 20, 22 e, sobretudo o 24 são os mais assombrosos.

Fora o piano, os concerto para clarineta e a Sinfonia Concertante são suas obras maiores no gênero. O quinto concerto para violino é sua única obra prima escrito para este instrumento, em se tratando de concerto.

As sinfonias de Mozart foram escritas para puro entretenimento. Mas as últimas 39, 40 e 41 são uma tríade sinfônica genial, do nível do melhor de Haydn.

Música vocal de Mozart não tem de alto nível. Só ópera. Mesmo assim, escreveu o Requiem, a belissima Missa em Cm e a Missa da Coroação, além do importante moteto Ave Verum.

Quanto às Óperas, Idomeneo, a mais magnifica de suas grandes óperas, é a primeira da lista.
Temos grandes obras primas, como O Rapto do Serralho, As Bodas de Figaro, Don Giovanni, Cosi Fan Tutte e Flauta Magica, todas fortes no cardápio das grandes óperas espalhadas pelo mundo.

Então Mozart dominou a ópera, escreveu algumas obras primas em formato de missa, escreveu várias obras primas de câmara, algumas sinfonias, dominou os concertos, superando cinco gêneros. Ninguém escreveu tantas obras primas em tamanha quantidade de gêneros diferentes, só Beethoven.

texto: Denison Souza Rosario